José Marques da Cruz

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José Marques da Cruz nasceu na freguesia das Cortes, no lugar de Famalicão, a 15 de Novembro de 1888. Era filho de Francisco Marques da Cruz e de Maria Joaquina Marques da Cruz, ambos naturais da mesma freguesia, ele da Reixida e ela de Famalicão. Era neto paterno de José Marques e de Maria Cândida e materno de Justino da Silva e de Joaquina Maria. José Marques da Cruz casou com Laura Loureiro Marques da Cruz.

Após a conclusão dos estudos primários em Leiria e dos secundários em Castelo Branco, José Marques da Cruz matriculou-se, em 1908, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, emigrando para São Paulo, Brasil, em 1912, onde leccionou em vários Liceus e Institutos Comerciais.
José Marques da Cruz fundou e dirigiu o Ginásio Osvaldo Cruz, o Liceu Pindorama, o Externato Marques da Cruz e o Ginásio Renascença.

A convite do Governo Brasileiro foi examinador da Escola Politécnica, seguindo-se a actividade de professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, entre 1939 e 1943. O professor leiriense fez, ainda, parte da Comissão Elaboradora do Vocabulário Brasileiro, a convite da Academia Brasileira de Letras.

Além da sua actividade como professor, José Marques da Cruz fez inúmeras conferências no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) e em Portugal, onde se destacam as proferidas nas Universidades de Coimbra e do Porto.
Marques da Cruz dirigiu, também, a Fundação das Escolas da Colónia Portuguesa, com uma dedicação tal que o levou a ser distinguido pelo Governo Português com a Comenda da Ordem de São Tiago da Espada. Também o Governo Brasileiro galardoou este ilustre leiriense com oficialato da Ordem do Cruzeiro do Sul, pela sua actividade literária e pedagógica. A cidade que o recebeu, quando emigrou para o Brasil, São Paulo, também honrou José Marques da Cruz, através da Medalha de Mérito atribuída pela Câmara Municipal de São Paulo.

A sua actividade académica e literária levou-o sempre a estar ligado ao associativismo, tendo sido sócio honorário do Centro Beirão de São Paulo, membro da Sociedade de Estudos Filológicos, do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia de Ciências e Letras.
Marques da Cruz fundou, ainda, a revista cultural “Castália” e colaborou na “Revista de Filologia Portuguesa”.

A sua veia para a escrita levou-o a escrever Poesia, Prosa e Teatro. Um dos seus poemas mais conhecidos, escrito em 1911, foi “Lis e Lena”.

Na área da Poesia José Marques da Cruz deu à estampa “Água da Fonte”, “Alma Lusa”, “Oração a Portugal”, “Lis e Lena”, “Redondilhas”, Nossa Senhora da Aparecida”, “A Virgem de Fátima”, “Siglas do Lirismo Português”, entre muitos outros. Na prosa escreveu “Ciência Financeira”, “Português Prático”, “História da Literatura”, “Memórias de Fulgêncio Claro”, “Vícios de Linguagem”, “Gramática Latina”, “Eça de Queiroz, a sua psique”, “Português Vícios Práticos”, entre outros. No Teatro escreveu “Frei Luís do Coração de Maria”, em verso, tendo este sido representado na cidade da Guarda a 9 de Maio de 1912.

José Marques da Cruz faleceu a 23 de Dezembro de 1958.

Texto:
Adélio Amaro
http://acoresleiria.blogspot.com.br/2010/12/jose-marques-da-cruz.html

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