Lugar de colchão não é na rua


Houve um tempo em que lugar de colchão era na cama. Os tempos são outros e o paulistano que decidiu vestir a camisa do descarte ilegal de lixo.
Lugar de colchão é qualquer lugar: uma calçada, uma esquina, uma praça, uma igreja. Para o dono do colchão, a partir do momento em que este não serve mais, deixa de ser responsabilidade dele. Basta jogar na rua e a Prefeitura que se vire. O problema não é mais com ele.
Quem paga é a cidade. Quem perde é a cidadania. E a dengue agradece.
Colchões encontrados na Rua Ponta de Leste, Lutécia (Vila Santa Isabel), Praça Joaquim de Barros Laborão (Vila Nova Manchester). Há centenas espalhados pelas ruas da região, milhares espalhados por São Paulo.
Rogério de Moura
(Conselheiro Participativo Municipal
Aricanduva/Formosa/Carrão/Santa Isabel)

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